Avalion
Aluguel  residencial sobe 8,85% em 2025 e supera inflação, aponta FGV
Voltar para notíciasPortas

Aluguel residencial sobe 8,85% em 2025 e supera inflação, aponta FGV

07 de janeiro de 2026
Leticia Sorg

Etalbr/iStockPressão de juros altos, inflação de serviços e oferta limitada devem manter pressão sobre preços para inquilinos em 2026

Etalbr/iStock

O preço dos aluguéis residenciais subiu 0,51% em dezembro de 2025, segundo o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). Com o avanço, a alta acumulada em 12 meses chegou a 8,85%.

O resultado é mais do que o dobro da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que registrou alta de 4% em 12 meses. O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), muito usado para reajustes de aluguéis, teve variação negativa de 1,05% no mesmo período.

“Os dados de 2025 refletem um mercado com demanda aquecida e espaço para repasses”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE, à Exame. Segundo o especialista, o resultado indica que os efeitos defasados da inflação e o processo de recomposição de preços seguem influenciando o mercado.

Rio de Janeiro lidera alta anual com 12,11%

Entre novembro e dezembro, o IVAR subiu em três das quatro capitais analisadas. Belo Horizonte teve a maior variação do mês, com alta de 1,11%. São Paulo registrou avanço de 0,65%, e Porto Alegre, de 0,25%. O Rio de Janeiro ficou estável no período.

Na comparação interanual, o Rio de Janeiro liderou a variação em 12 meses, com alta de 12,11%. Belo Horizonte manteve patamar elevado, com 11,27% de alta em 2025. Em São Paulo, o índice passou para 9,48%.

Porto Alegre foi a única capital a registrar arrefecimento nos preços dos aluguéis. A taxa acumulada caiu para 3,32% no fechamento do ano.

Cenário de alta deve persistir em 2026

O início de 2026 deve manter o viés de alta nos aluguéis. Entre os fatores que pressionam os preços estão os juros ainda elevados, a inflação de serviços persistente e a oferta limitada de imóveis em áreas centrais, segundo o economista Matheus Dias.

*Com informações e Veja Negócios e Exame

Categorias:
AlugarDados & InteligênciaMercado ImobiliárioNotíciasPreços por Região