O cliente de hoje pesquisa, compara e acompanha portais diariamente antes mesmo da visita. Este artigo mostra, através de um caso real, por que o corretor de imóveis continua indispensável quando sabe orientar, não apenas mostrar o imóvel.
A era da informação: o cliente mudou. E o corretor?
Vivemos na era da tecnologia e da informação. Hoje, em poucos minutos, qualquer pessoa consegue pesquisar imóveis, comparar preços, conhecer bairros e acompanhar novos anúncios.
Mesmo assim, muitos corretores ainda não perceberam que o maior diferencial não é apenas abrir a porta de um imóvel. É saber orientar.
Uma história que ilustra bem essa realidade
Um casal jovem estava procurando um apartamento em uma determinada região.
Encontraram uma corretora que respondeu rapidamente. No dia seguinte, ela já estava em frente ao imóvel para realizar a visita. Até aí, tudo certo.
Durante a visita, ficou claro que ela ainda não conhecia muito bem o imóvel. Estava um pouco perdida, e o próprio casal acabou ajudando a identificar alguns detalhes. Isso acontece e faz parte da profissão.
O problema começou quando entraram no apartamento.
Enquanto o casal analisava cada ambiente, a corretora permaneceu praticamente o tempo todo parada na sala, olhando para o celular.
Ao final da visita, apesar de gostarem do imóvel, o casal concluiu que aquele ainda não era o apartamento ideal.
A esposa, que acompanhava diariamente os anúncios da região, fez uma pergunta simples:
"Você conhece outros imóveis nessa faixa de preço, nessa região e com essas características?"
A corretora pegou o celular e mostrou algumas opções que não atendiam ao perfil deles.
O que ela não sabia é que existiam diversos imóveis compatíveis naquela mesma região. Inclusive, havia um excelente apartamento na rua ao lado.
O casal encerrou a visita dizendo:
"Vamos pensar e depois avisamos."
Nunca mais entrou em contato.
E a corretora também nunca fez um acompanhamento.
Menos de uma semana depois, a esposa encontrou sozinha o apartamento da rua ao lado. Agendou a visita, gostou do imóvel e fechou negócio.
Sabe onde a corretora errou?
Na falta de informação e de direcionamento.
O cliente de hoje é bem informado
Ele pesquisa, compara, acompanha os portais diariamente e, muitas vezes, conhece boa parte das opções disponíveis antes mesmo da visita.
Mas isso não significa que ele não precise do corretor.
Muito pelo contrário.
Ele espera que o corretor conheça o mercado melhor do que ele.
Que apresente oportunidades que talvez ele ainda não tenha encontrado.
Que compare imóveis.
Que explique as diferenças entre um bairro e outro.
Que mostre o melhor investimento para aquele momento.
O corretor continua sendo indispensável
Nenhuma tecnologia substitui a experiência, a visão de mercado e a capacidade de entender o que realmente faz sentido para cada cliente.
O corretor participa de decisões que mudam vidas.
É ele quem ajuda uma família a encontrar seu novo lar.
É ele quem auxilia um investidor a fazer um bom negócio.
É ele quem encontra o apartamento ideal para o filho que vai começar a faculdade em outra cidade.
São momentos importantes, carregados de expectativa e emoção.
Por isso, a informação deixou de ser um diferencial. Hoje, ela é o mínimo esperado.
A tecnologia deve trabalhar a favor do corretor
Independentemente da ferramenta utilizada, o corretor precisa ter acesso rápido às informações do mercado para orientar seu cliente com segurança.
Quando isso acontece, a visita deixa de ser apenas uma apresentação de imóvel e passa a ser uma verdadeira consultoria.
No fim das contas, os clientes não procuram apenas alguém para abrir a porta de um imóvel. Eles procuram alguém que saiba mostrar o caminho.
E é justamente aí que mora o verdadeiro valor do corretor de imóveis.


